Você já tentou analisar seus gastos do mês e se perdeu em meio a dezenas de transações diferentes? A solução para esse problema é simples: categorizar seus gastos. Quando você organiza suas despesas em categorias claras, fica muito mais fácil entender para onde seu dinheiro está indo e onde você pode economizar.
Neste artigo, vamos apresentar as 7 categorias de gastos essenciais que todo mundo deveria acompanhar. Essas categorias cobrem praticamente todas as despesas do dia a dia e servem como base para qualquer controle financeiro eficiente.
Por Que Categorizar Gastos Importa
Antes de mergulharmos nas categorias, é importante entender por que esse trabalho vale a pena.
Benefícios de categorizar seus gastos:
- Visão clara: Você sabe exatamente quanto gasta em cada área da vida
- Identificação de problemas: Fica fácil perceber onde está gastando demais
- Decisões informadas: Você consegue cortar gastos de forma inteligente
- Planejamento: Permite criar orçamentos realistas por categoria
- Consciência: O simples ato de categorizar já reduz gastos impulsivos
Sem categorização, seus gastos são apenas uma lista confusa de números. Com ela, você tem um mapa completo das suas finanças.
O erro de categorizar demais
Um erro comum de iniciantes é criar categorias muito específicas. “Café”, “Lanche da tarde”, “Sobremesa”, “Água de coco”… No final, você tem 30 categorias e desiste de manter o controle.
A regra é: comece com poucas categorias amplas e só detalhe se necessário. As 7 categorias que vamos apresentar são um excelente ponto de partida.
1. Moradia
A categoria moradia é geralmente a maior despesa de qualquer pessoa. Aqui entram todos os gastos relacionados ao lugar onde você vive.
O que incluir:
- Aluguel ou financiamento imobiliário
- Condomínio
- IPTU
- Conta de luz
- Conta de água
- Conta de gás
- Internet fixa
- Manutenções e reparos
- Móveis e eletrodomésticos
Quanto deveria representar:
Especialistas recomendam que moradia não ultrapasse 30% da renda líquida. Se você mora em uma cidade grande como São Paulo ou Rio de Janeiro, esse percentual pode chegar a 35-40%, mas acima disso é sinal de alerta.
Dica prática:
Muitas contas de moradia são fixas (aluguel, condomínio), mas outras variam (luz, água). Acompanhe as variáveis mensalmente para identificar padrões e possíveis desperdícios.
2. Alimentação
A categoria alimentação costuma ser a segunda ou terceira maior despesa mensal. É também uma das mais difíceis de controlar, porque envolve decisões diárias.
O que incluir:
Subcategoria: Mercado/Feira
- Compras de supermercado
- Feira e hortifruti
- Açougue e peixaria
- Itens de padaria para casa
Subcategoria: Alimentação Fora
- Restaurantes
- Delivery de comida
- Lanches e fast food
- Cafés e sobremesas fora de casa
Por que separar em subcategorias:
A diferença de custo entre cozinhar em casa e comer fora é brutal. Uma refeição que custa R$ 15 em ingredientes pode custar R$ 50 no delivery. Separar essas subcategorias ajuda a visualizar onde está o “vazamento”.
Quanto deveria representar:
A alimentação total (mercado + fora) deveria ficar entre 10% e 20% da renda. O ideal é que pelo menos metade seja em mercado/feira.
Dica prática:
Anote cada gasto com alimentação fora de casa. Muitas pessoas subestimam essa categoria em 50% ou mais. Aquele “cafezinho de R$ 10” todos os dias são R$ 300 por mês.
3. Transporte
A categoria transporte inclui tudo relacionado à sua locomoção diária. O perfil dessa categoria muda muito dependendo se você tem carro ou não.
O que incluir:
Para quem tem veículo próprio:
- Combustível
- Seguro do carro
- IPVA
- Manutenção preventiva
- Manutenção corretiva
- Lavagens
- Estacionamento
- Pedágio
- Financiamento do veículo (se houver)
Para quem usa transporte público/apps:
- Passagens de ônibus/metrô
- Corridas de Uber/99
- Aluguel de bicicletas/patinetes
Quanto deveria representar:
Transporte deveria ficar entre 10% e 15% da renda. Muitas pessoas não percebem, mas ter carro próprio pode facilmente consumir 20-25% do orçamento quando somamos todos os custos.
Dica prática:
Se você tem carro, calcule o custo por quilômetro rodado. Some todos os gastos do ano (combustível, seguro, IPVA, manutenção, depreciação) e divida pela quilometragem. Muitas vezes, o resultado assusta.
4. Saúde
A categoria saúde é uma das mais importantes para acompanhar. Gastos com saúde podem ser previsíveis (plano de saúde) ou completamente inesperados (emergência médica).
O que incluir:
- Plano de saúde
- Consultas médicas particulares
- Exames
- Medicamentos de uso contínuo
- Medicamentos eventuais
- Plano odontológico
- Tratamentos dentários
- Óculos e lentes
- Terapia/psicólogo
- Academia e atividades físicas
Academia é saúde ou lazer?
Essa é uma discussão comum. Nossa recomendação: se você faz academia por necessidade de saúde (recomendação médica, prevenção), coloque em saúde. Se é mais por prazer ou estética, pode ir em lazer. O importante é ser consistente.
Quanto deveria representar:
Saúde pode variar muito, mas um bom parâmetro é 5% a 10% da renda. Se você não tem plano de saúde, é ainda mais importante ter uma reserva de emergência robusta.
Dica prática:
Guarde os comprovantes de gastos médicos. Além de ajudar no controle, muitos podem ser deduzidos do Imposto de Renda.
5. Lazer e Entretenimento
A categoria lazer é essencial para o equilíbrio da vida financeira. Muitas pessoas tentam cortar completamente essa categoria e acabam desistindo de controlar as finanças.
O que incluir:
- Cinema, teatro, shows
- Streaming (Netflix, Spotify, etc.)
- Viagens de lazer
- Passeios de fim de semana
- Hobbies (materiais, equipamentos)
- Jogos e aplicativos pagos
- Livros e revistas (não educacionais)
- Festas e comemorações
- Presentes para outros
- Happy hour e saídas com amigos
Quanto deveria representar:
No método 50/30/20, lazer entra nos 30% de “desejos” junto com outras categorias não essenciais. Uma meta realista para lazer especificamente é 5% a 10% da renda.
Dica prática:
Defina um “orçamento de diversão” no início do mês. Quando acabar, acabou. Isso evita aquela sensação de privação enquanto mantém o controle.
6. Educação e Desenvolvimento Pessoal
A categoria educação é um investimento em você mesmo. Diferente de outras despesas, gastos com educação frequentemente geram retorno no futuro.
O que incluir:
- Mensalidade escolar/faculdade
- Cursos online e presenciais
- Livros técnicos e profissionais
- Workshops e eventos
- Coaching e mentoria
- Materiais de estudo
- Certificações profissionais
- Aplicativos de aprendizado
Quanto deveria representar:
Não há um percentual ideal fixo, pois depende muito da fase da vida. Um estudante pode destinar 30% ou mais para educação. Um profissional estabelecido pode manter em 2% a 5% para atualização constante.
Dica prática:
Antes de comprar um curso caro, pergunte: “Isso vai me trazer retorno financeiro ou profissional concreto?” Muitas vezes, cursos gratuitos ou mais baratos ensinam o mesmo conteúdo.
7. Assinaturas e Serviços Recorrentes
A categoria assinaturas é relativamente nova, mas se tornou uma das mais traiçoeiras para o orçamento moderno. São aqueles R$ 19,90 aqui, R$ 29,90 ali, que no final do mês somam uma fortuna.
O que incluir:
- Streaming de vídeo (Netflix, Prime, Disney+, etc.)
- Streaming de música (Spotify, Deezer, etc.)
- Aplicativos por assinatura
- Softwares (Microsoft 365, Adobe, etc.)
- Jornais e revistas digitais
- Clubes de assinatura (livros, vinhos, etc.)
- Serviços de armazenamento (iCloud, Google One)
- Planos premium de apps
O problema das assinaturas:
Cada assinatura parece barata individualmente. Mas pense: 5 serviços de R$ 30 são R$ 150 por mês, ou R$ 1.800 por ano. E muitas vezes você nem usa todos eles.
Quanto deveria representar:
Idealmente, assinaturas não deveriam passar de 3% a 5% da renda. Se você ganha R$ 5.000, isso significa R$ 150 a R$ 250 por mês no máximo.
Dica prática:
Faça uma auditoria de assinaturas a cada 3 meses. Verifique o extrato do cartão e anote todas as cobranças recorrentes. Pergunte-se: “Usei isso no último mês? Realmente preciso?” Cancelar 2-3 serviços esquecidos pode liberar R$ 100+ por mês.
Como Identificar Categorias “Vampiro”
Categorias vampiro são aquelas que sugam seu dinheiro silenciosamente, sem você perceber. Geralmente têm três características:
Características das categorias vampiro:
- Gastos pequenos e frequentes - Aquele café de R$ 8 todo dia não parece muito, mas são R$ 240 por mês
- Pagamentos automáticos - Assinaturas que você esquece que tem
- Gastos emocionais - Compras por impulso, “presentes para mim mesmo”
Como identificá-las:
- Registre tudo por 30 dias - Mesmo os menores gastos
- Analise o gráfico por categoria - Qual te surpreende negativamente?
- Compare com o planejado - Onde você está estourando consistentemente?
- Olhe os micro-gastos - Some todos os gastos abaixo de R$ 50
Plano de ação:
Depois de identificar uma categoria vampiro:
- Defina um limite máximo mensal para ela
- Acompanhe semanalmente (não apenas no final do mês)
- Encontre alternativas mais baratas
- Se necessário, corte completamente por um período
Como o Monely Pode Ajudar
O Monely foi desenvolvido pensando exatamente nessa organização por categorias. Veja como ele facilita seu controle:
Categorias pré-definidas
O app já vem com categorias prontas que cobrem todas as 7 áreas que discutimos:
- Moradia: Aluguel, Contas, Manutenção
- Alimentação: Mercado, Restaurantes, Delivery
- Transporte: Combustível, Transporte Público, Uber
- Saúde: Plano de Saúde, Farmácia, Consultas
- Lazer: Entretenimento, Viagens, Hobbies
- Educação: Cursos, Livros, Materiais
- Assinaturas: Streaming, Apps, Serviços
Gráfico de pizza
Visualize instantaneamente quanto cada categoria representa do seu orçamento. Quando você vê que 35% está indo para alimentação fora de casa, o impacto é muito maior do que ler “R$ 1.050 em restaurantes”.
Categorização automática com IA
Ao registrar gastos pelo WhatsApp (“Gastei 50 no mercado”), a inteligência artificial do Monely categoriza automaticamente. Você não precisa fazer nada além de informar o gasto.
Comparativo mensal
Compare seus gastos por categoria mês a mês. Identifique tendências: “Minha conta de luz aumentou 30% nos últimos 3 meses. Por quê?”
Seu Plano de Ação
Vamos colocar tudo em prática. Siga estes passos nas próximas semanas:
Semana 1: Configuração
- Escolha uma ferramenta de controle (app ou planilha)
- Configure as 7 categorias principais
- Defina subcategorias se necessário (ex: Alimentação em Casa vs Fora)
Semana 2-3: Registro
- Registre absolutamente todos os gastos
- Categorize cada um corretamente
- Não se preocupe em analisar ainda, apenas registre
Semana 4: Análise
- Revise os gastos do mês por categoria
- Identifique as categorias que mais consomem sua renda
- Compare com os percentuais recomendados
- Marque as categorias “vampiro”
Mês 2 em diante: Otimização
- Defina limites para cada categoria
- Acompanhe semanalmente as categorias problema
- Faça ajustes graduais (não tente cortar tudo de uma vez)
Conclusão
As 7 categorias que apresentamos — moradia, alimentação, transporte, saúde, lazer, educação e assinaturas — cobrem a grande maioria dos gastos de qualquer pessoa. Quando você organiza suas finanças dessa forma, o controle deixa de ser um exercício confuso de analisar centenas de transações e se torna uma visão clara de para onde seu dinheiro está indo.
Lembre-se:
- Comece simples — 7 categorias são suficientes para começar
- Seja consistente — Categorize da mesma forma todos os meses
- Analise regularmente — Números que você não olha não te ajudam
- Ajuste com calma — Mudanças graduais são mais sustentáveis
O objetivo não é se tornar obcecado por cada centavo, mas sim ter consciência suficiente para tomar decisões financeiras inteligentes. Quando você sabe que está gastando 25% da renda em alimentação fora de casa, pode decidir conscientemente se isso faz sentido para você ou não.
Próximos passos: Baixe o Monely e comece a categorizar seus gastos automaticamente. O app já vem com todas essas categorias configuradas e a IA ajuda a classificar cada transação. Em 30 dias, você terá uma visão completa de para onde seu dinheiro está indo.
