O registro é manual porque o método depende disso
O Monely não se conecta ao seu banco. Isso é decisão, e existe um argumento por trás dela.
Um aplicativo que apenas puxa os dados do banco mostra o que o banco já mostra: o mesmo extrato, em uma tela mais bonita. Uma lista montada por outra pessoa não muda nada, porque você não participou dela. O que transforma um valor em consciência é o gesto de registrar, os dois segundos em que você olha o número e decide onde ele entra.
E existe uma distinção que dissolve a contradição aparente com o WhatsApp. A consciência nasce do gesto. A burocracia de seis toques para lançar um café é outra coisa, e é a burocracia que faz desistir na segunda semana. A ferramenta certa preserva o gesto e corta a burocracia, que é exatamente o que o registro por mensagem faz: você diz o que gastou, e está lançado.
O argumento é do fundador, no Capítulo 3 do livro Cinco Minutos por Dia, na seção sobre por que registrar na mão é remédio, e não defeito. Sobre o livro
A meta é sobre a sua renda, não sobre uma categoria
O Monely não tem teto de gasto por categoria. Teto dá trabalho de manter: ele pede uma decisão a cada lançamento, e quando o teto da alimentação estoura no dia 20, o que para não é o gasto, é o registro.
A mesma necessidade é resolvida pelo outro lado, e o outro lado se sustenta melhor:
- Objetivos para a renda. Você define qual percentual da renda do mês vai para investimento, para despesas compartilhadas e para gastos pessoais. A base é a renda, então a meta se move com ela.
- Necessário e Desejável. Os gastos pessoais se dividem entre o que você precisa e o que você quer, cada lado com o seu percentual alvo.
- A marca vem da subcategoria, definida uma vez. Todo registro herda, então não há decisão a tomar na hora de lançar, que é justamente onde o teto por categoria morre na prática.
- Objetivos de investimento. Meta com valor alvo, vinculada a uma conta, com barra de progresso, para aquilo que você está construindo.
A pergunta do livro resume tudo: “eu preciso disso, ou eu apenas quero?”